Dólar opera em queda nesta terça-feira

Na segunda-feira (18), divisa fechou com valorização.
Moeda foi vendida a R$ 1,590, alta de 0,76%.

O dólar comercial registra desvalorização na manhã desta terça-feira (19). Perto das 12h35 a moeda caía 0,37%, a R$ 1,584 na venda.

Na segunda-feira (18), depois de cair por três dias seguidos na última semana, o dólar abriu o pregão no campo positivo e fechou com valorização, reagindo à maior aversão a risco em todo o mundo por preocupações com a situação fiscal dos Estados Unidos e da Grécia.

A moeda norte-americana fechou a R$ 1,590, em alta de 0,76%. No mês, porém, o dólar acumula queda de 2,51% e, no ano, de 4,56%.

‘Exagero’
O gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, acredita que os agentes do mercado concluíram que ‘exageraram na dose’ no pregão de segunda, quando venderam grande quantidade de ativos considerados mais arriscados e compraram ouro, dólar e títulos do Tesouro americano.

A segunda-feira começou pautada por notícias negativas advindas das Ásia. No Japão, havia a crise nuclear, ao passo que, na China, o governo tinha decidido aumentar novamente o compulsório bancário, com o intuito de combater a inflação.

As notícias de tom negativo continuaram após a abertura das bolsas europeias, entre as quais a necessidade de reestruturação da dívida da Grécia e a possibilidade de o resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia a Portugal não ser viabilizado, por conta do crescente apoio popular na Finlândia ao partido Finlandeses Verdadeiros, que se opõe à ideia do socorro financeiro. O país tem eleições marcadas para este domingo.

Um socorro sem a Finlândia prejudicaria gravemente o compromisso da zona do euro de fazer de tudo para defender a moeda comum e poderia criar pânico nos mercados financeiros.

Para piorar o cenário na segunda-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu a perspectiva de rating dos Estados Unidos para ‘negativa’. A nota, porém, permaneceu em ‘AAA’, a maior da escala. Na prática, o que a S&P fez foi dar um prazo máximo de dois anos para que os EUA encontrem uma forma de lidar com seu endividamento e inconsistência fiscal, caso não queriam ver a nota rebaixada.

Galhardo explica que, passado o susto inicial, os investidores chegaram à conclusão de que dois anos é muito tempo. “Os EUA têm dois anos para poder enquadrar o déficit orçamentário dentro do que é palatável para o mercado. É tempo suficiente”, diz.

“Geralmente, quando uma notícia ruim é divulgada, as pessoas agem, por medo de ocorrerem eventos ainda piores. Apenas depois o mercado analisa os fatos e, muitas vezes, a conclusão é de que houve um exagero”, acrescenta.

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