Oi trabalha na oferta de três modelos de banda larga popular

Preços para velocidades de 300kbps, 600Kbps e 1Mbps depende de negociações com governos estaduais. Vendas podem começar este ano.

A Oi tem intenção de iniciar ainda este ano a oferta de sua banda larga popular. A operadora já negocia com os governos de todos os estados onde atua na telefonia fixa e diz que em muitos deles, não só há interesse pelo serviço, como compromisso da administração na desoneração fiscal nos moldes do acordo firmado no Conselho de Política Fazendária (Confaz). Entre eles, Pernambuco, Ceará e Paraíba. Estuda também a possibilidade de sua oferta de banda larga popular incluir três velocidades: 300Kbps, 600Kbps e 1Mbps.

“Estamos trabalhando para fazer um puxadinho na legislação atual e encaixar os outros dois produtos, de 600Kbps e 1Mbps”, disse Luiz Eduardo Falco , presidente da operadora, que evitou anunciar preços para cada um deles., mas garantiu que serão bem competitivos e voltados ao atendimento das necessidades dos usuários “O preço vai depender das negociações com cada estado”, explicou. “A nossa banda larga popular não vai ser um produto só para o Brasil inteiro”, completou. Mas afirmou que o pacote de velocidade mais baixa se encaixa na legislação atual, que contempla parâmetros de preço e velocidade definidos pelo Confaz. Portanto, é de se esperar que em muitos estados, o valor da banda larga de 300kbps fique em cerca de 30 reais (29,80 reais).

O executivo não descarta também a possibilidade de extensão do produto para a banda larga móvel, especialmente em áreas onde não pode explorar a banda larga fixa residencial, como em São Paulo., embora reconheça que essa não é uma ação prioritária em função das muitas ofertas de banda larga móvel disponíveis no estado. “Pretendemos, em algum momento, trazer para a conversa com o governo de São Paulo modelos de sucesso implementados por nós em outros estados. Quem sabe assim a Telefònica não se anima a fazer algo parecido”, alfinetou o executivo, que criticou a regulamentação paulista para a oferta do serviço por ter incluído o modem no pacote. “Com o modem, a conta não fecha”, diz ele.

Em 2009, o Confaz aprovou a desoneração plena da banda larga para novos clientes e seis estados aderiram, além do DF: São Paulo, Pará e Distrito Federal, inicialmente, e em abril de 2010, Acre, Paraná, Pernambuco e Sergipe. São Paulo foi o primeiro estado a regulamentar o serviço e tentou implantar um programa próprio, mal sucedido por conta da incapacidade de redução do custo final estabelecido pelo Confaz de R$ 30 para os clientes. A Telefònica refez a oferta, a Net também aderiu, mas os resultados continuam modestos.

A negociação com os estados não é tarefa simples. Falta disposição à maioria deles para aderir a uma iniciativa com impacto direto na arrecadação, uma vez que os serviços de telecomunicações são responsáveis por algo entre 21% e 22% das receitas estaduais, por conta da arrecadação do ICMS. “Na voz, essa negociação é praticamente impossível. O ICMS do serviço de voz é uma receita importante para os estados”, já no caso de dados, a negociação é mais viável, segundo ele.

Falco disse ainda que a oferta de pacotes populares de banda larga existirão, com ou sem isenção de imposto.  “Nos estados onde a desoneração já está autorizada pelo Confaz, vamos negociar a desoneração. Nos lugares que tem imposto nós vamos lançar com imposto, sem deixar de negociar com os governos”, diz ele.  Falco lembra ainda que além de grande instaladora de banda larga, a Oi é também a maior desinstaladora de banda larga. “O consumidor cancela o plano por que a relação custo/benefício não está fazendo sentido. Ele quer pagar menos e talvez não precise de tanta velocidade”, diz Falco, lembrando que a banda larga popular é um produto de entrada.

“A nossa previsão é a de que muitos governadores toparão a desoneração”, diz Falco.

Fonte: idgnow

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